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Nunca enviadas

  Querida Rosa, Ainda guardo sua corrente de ametista não polida. Carrego comigo aonde quer que eu vá, na esperança de um dia te encontrar. Outro dia, pensei ter te visto na rua e corri como um louco para te alcançar, mas, no fim, não era você. Mais uma vez, meus olhos me enganaram. Talvez você nem se lembre de mim, já esteja casada, tenha construído sua própria família. Talvez se pergunte o que aconteceu com sua corrente, se é que você se lembra de ter me dado um dia. Talvez você até se lembre de mim, mas como um amigo ou como o menino que te ajudou um dia. Mas talvez, só talvez, você também me espere em algum lugar do mundo.  Vinte anos e ainda não consegui te esquecer. Já decorei todas as nuances de cor da sua ametista roxa, todos os seus relevos. Às vezes, me pergunto por que alguém usaria uma ametista não polida como pingente, especialmente uma criança, e fico imaginando que significado ela teria para você. Ainda me lembro claramente do dia em que você me pre...

Um dia de chuva

  Um dia de chuva Chovia torrencialmente. Maldição! Não tinha melhor hora para o motor falhar? Amanda havia visitado a avó em sua casa de campo, no interior da Romênia, e estava voltando para a capital. Aquelas estradas tortuosas e a chuva não combinavam. Quando o carro começou a falhar, ela encostou no acostamento e tentou ligar para a seguradora, mas não havia sinal. Ao invés de ficar no carro, parada, aguardando a chuva passar, ela decidiu que seria melhor procurar por um canto coberto para se abrigar. Afinal, assim seria mais seguro, certo ? Fazia trinta minutos que Amanda procurava um abrigo, o que parecia muitas horas embaixo daquele dilúvio. Ela finalmente avistou uma mansão protegida por altas cercas vivas e um portão de ferro escuro, que parecia não ser aberto há bastante tempo. O aspecto bucólico e sombrio a amendrontou de início, mas que escolha ela tinha? Aproximou-se do portão de ferro e tentou abrí-lo. Para sua surpresa, ele se mexeu facilmente, permitindo...

“Sim” - conto

  — Vou me casar — disse Elise, numa manhã preguiçosa de outono.   Uma garoa fina umedecia a rua lá fora, mas nem chegava a molhar a janela. Estávamos numa chamada de voz. Ainda bem. Eu nunca fora muito boa em disfarçar minhas expressões faciais.  Pode-se dizer que Elise era minha melhor amiga. Era. Até ela começar a namorar Lucas, minha paixonite secreta. Tão secreta que eu nunca havia contado a Elise, algo do qual me arrependeria amargamente.  Eu sabia que não era proposital. Elise não sabia que eu nutria sentimentos por Lucas, ela não tinha como adivinhar. No entanto, fiquei com raiva da minha melhor amiga. E, pior, tive inveja. “A inveja corrói o ser humano” dizia o padre nas missas de domingo. Sim, eu já começava a sentir os efeitos desse ácido sentimento. Primeiro, um gosto ruim tomou conta de minha boca e me impediu de parabenizar minha amiga. Depois, meu estômago pareceu se esvaziar e o tempo, parar. Flashes de quando ainda éramos estudantes de e...

Quem sou eu

 Olá!! Meu nome é Verônica Yamada, sou paulistana, nascida em 21 de fevereiro de 1991. Sou médica oftalmologista formada pela UNIFESP - EPM, mas minha paixão é escrever! Tenho algumas livros publicados, como A face obscura de Livia (drama), Loucura e Perversidade (drama), Código de vingança (suspense), Herdeiros das trevas (fantasia). Como pode ver, eu escrevia de tudo um pouco… Mas nos últimos tempos, me dediquei mais às distopias e ao terror. Publiquei então: Carne de segunda (distopia), Drácula - o início (terror). E estou escrevendo outras distopias! Se você gosta desses gêneros, acompanhe meu blog! Estarei postando vários textos de minha autoria! Obrigada!